É comum quem gosta de futebol ligar a TV no domingo à noite, e acompanhar as mesas-redondas esportivas para se informar sobre os jogos do fim de semana. Mas isso está se tornando cada vez mais difícil. E não é porque na televisão os espaços para programas esportivos estão escassos, pelo contrário, hoje em dia cada vez mais emissoras buscam colocar o esporte em sua grade devido a grande audiência.
Está ficando difícil porque cada vez menos se falam dos jogos, preferem falar do juiz. Após o escândalo do árbitro Edílson Pereira de Carvalho descoberto durante o Campeonato Brasileiro de 2005, em que ele recebia dinheiro para beneficiar certos clubes em algumas partidas, a arbitragem brasileira caiu em total descrédito. Perderam o direito de errar, e sendo assim, monopolizam a discussão sobre futebol durante os programas.
Os programas esportivos tratam, do início ao fim de polêmicas que envolvem a arbitragem, esquecendo o que se passa durante os 90 minutos dentro do campo. O aspecto de esportividade que mantém viva a paixão pelo futebol, que é o de vencer ou perder, está sendo deixado de lado, e muito disso por causa da própria TV.
Erros de arbitragem sempre existiram, mas antigamente os jogos contavam com duas ou três câmeras, que não mostravam detalhadamente tudo que ocorria em campo como atualmente. A cobrança sobre os árbitros hoje é uma crueldade imensa. São diariamente julgados por comentaristas, torcedores, jogadores e dirigentes que têm a possibilidade de ver os lances duvidosos de diferentes ângulos pela TV, e ainda assim não chegam a um consenso.
Está ficando difícil porque cada vez menos se falam dos jogos, preferem falar do juiz. Após o escândalo do árbitro Edílson Pereira de Carvalho descoberto durante o Campeonato Brasileiro de 2005, em que ele recebia dinheiro para beneficiar certos clubes em algumas partidas, a arbitragem brasileira caiu em total descrédito. Perderam o direito de errar, e sendo assim, monopolizam a discussão sobre futebol durante os programas.
Os programas esportivos tratam, do início ao fim de polêmicas que envolvem a arbitragem, esquecendo o que se passa durante os 90 minutos dentro do campo. O aspecto de esportividade que mantém viva a paixão pelo futebol, que é o de vencer ou perder, está sendo deixado de lado, e muito disso por causa da própria TV.
Erros de arbitragem sempre existiram, mas antigamente os jogos contavam com duas ou três câmeras, que não mostravam detalhadamente tudo que ocorria em campo como atualmente. A cobrança sobre os árbitros hoje é uma crueldade imensa. São diariamente julgados por comentaristas, torcedores, jogadores e dirigentes que têm a possibilidade de ver os lances duvidosos de diferentes ângulos pela TV, e ainda assim não chegam a um consenso.
Diferente disso, o árbitro tem uma fração de segundo para definir o lance, e apenas do ângulo em que ele está posicionado dentro de campo. Isso não é levado em consideração na hora das críticas. O árbitro acaba por ser a desculpa mais utilizada pelos clubes para eventuais derrotas. Não se perde mais por ter sido inferior ao adversário.
Estudos feitos recentemente mostram que o juiz toma em média 320 decisões por partida. A menos que o jogo passe a ser apitado por um robô é quase impossível que um ser humano acerte esse enorme número de decisões com a pressão que carrega durante toda a partida. Mas parece que esqueceram que o juiz é um ser humano, e não uma máquina.
Então o que fazer? Tirar as câmeras dos jogos? Voltar às épocas passadas com duas ou três câmeras nos estádios? Não, apenas ter bom senso e saber que hoje existem dois jogos: jogo que se vê pela TV com dez, vinte, trinta câmeras, e o jogo que se vê dentro de campo, sem tais recursos. Errar é humano, mas para os juízes de futebol essa frase não se aplica mais.
